| Os ataques ou crises epilépticas arrastam consigo uma carga psicológica e social muito intensa o que provoca nos doentes e nas suas famílias um medo e ansiedade muito grandes. O cérebro é um órgão complexo que controla e regula todas as nossas acções: os movimentos, as sensações, os pensamentos, as emoções e a sede da memória e regula a actividade dos outros órgãos do corpo humano. As células cerebrais, os "neurónios", trabalham em conjunto e comunicam através de sinais eléctricos. Ocasionalmente dá-se um "curto-circuito" no cérebro, e parte ou todas essas células se descarregam anormalmente, daí resultando um ataque epiléptico. |
| Dependem das funções dos neurónios onde se dá a dita descarga eléctrica anormal, bem como se a descarga se circunscreve apenas a um grupo de células ou se propaga a outros, ou inclusive, se atinge simultaneamente todos os neurónios. Assim podemos distinguir dois tipos fundamentais de ataques (ou crises) epilépticos: os "generalizados", envolvendo todo o cérebro, e os "parciais", em que a descarga se limita a uma área cerebral. |  |
|  | | Crise Generalizada | Crise Parcial | Quando uma descarga começa numa zona circunscrita e, posteriormente, atinge todo o cérebro, então designa-se por "crise parcial com generalização secundária". |  | | Crise parcial com generalização secundária | De todas as "crises generalizadas", as mais frequentes e conhecidas são as "tónico-clónicas" (também conhecidas por crises de grande mal): na fase tónica, o doente perde subitamente o conhecimento, cai, e o corpo torna-se rígido; na clónica, todo o corpo é percorrido por convulsões. Segue-se uma fase de relaxamento muscular, em que pode haver perda de urinas, e a consciência recupera-se lentamente. Frequentemente, há mordedura da língua. No mesmo grupo ainda há a considerar: "as ausências" (ou crises de pequeno mal), próprias da infância, caracterizadas por uma breve interrupção da consciência, sem outros sisais acompanhantes, excepto um breve pestanejar, habitualmente descritas como "paragens", de que o próprio não se dá conta; "atónicas", com quedas súbitas, sem perda do conhecimento; "mioclónicas", constando de contracções musculares dos membros, surgindo após o acordar, referidas como "esticões". As crises parciais podem subdividir-se em "simples" e "complexas". Nas "simples", não há alteração da consciência e constam de convulsões de um membro ou parte do mesmo, ou de sensações de formigueiros ou picadelas percorrendo um membro, sensações abdominais, percepção de gostos ou cheiros esquisitos, fenómenos auditivos e visuais; muitas vezes são designadas por auras. Nas "complexas", há alteração do estado de consciência, o doente apresenta-se confuso ou faz gestos automáticos de mastigação ou continua a desempenhar a tarefa que estava a executar automaticamente; outras vezes, estes "automatismos" consistem em esfregar as mãos, deambular, mexer sem nexo na roupa e manipular indevidamente os objectos circundantes. O que a Pessoa com Epilepsia deve Evitar: | | Evitar a ingestão de bebidas alcoólicas |  | Fazer repouso nocturno suficiente |  | Não tomar banhos de imersão |  | Não nadar sozinho, nem fora de pé, mesmo que acompanhado |  | Evitar outras actividades perigosas |  | Evitar alguns medicamentos (consultar o médico) | | Profissões Perigosas para o Epiléptico: |  | Condutor de transportes públicos, de comboios e de camiões |  | Piloto de transportes aéreos |  | Mergulhador |  | Bombeiro |
| Actividades que envolvam alturas, químicos ou máquinas perigosas
O que fazer perante ataques epilépticos O cérebro é um órgão complexo que controla todas as nossas acções diárias. As células cerebrais (os neurónios) trabalham em conjunto e comunicam através de sinais eléctricos. “Ocasionalmente, dá-se um curto-circuito no cérebro, e parte ou todas essas células, descarregam-se anormalmente, resultando num ataque epiléptico”, pode ler-se no site da LPCE. Perante uma crise epiléptica, deve tentar manter a calma. Se não sabe como reagir e actuar perante uma convulsão, o Jornal do Centro de Saúde, com a ajuda de especialistas, dá-lhe algumas dicas. “Quando a pessoa tem uma convulsão, deve desapertar-lhe o colarinho e o cinto. Poderá ainda ajudá-la a não bater com a cabeça no chão e evitar um traumatismo, se colocar a mão debaixo da cabeça do paciente. Recomenda-se ainda o desvio de móveis e objectos que possam magoá-lo”, indica Francisco Pinto. - Dirija-se ao hospital ou chame o 112, apenas se: · Tiver uma primeira crise; · A crise durar mais de cinco minutos, · A respiração normal não recomeçar após as convulsões; · Houver algum traumatismo ou ferimento decorrente da crise; · As crises epilépticas se sucederem sem parar. - Se o doente sofrer uma crise epiléptica como tantas outras, não é necessário chamar a ambulância ou ir ao hospital. O que nunca deve fazer - Nunca colocar nada na boca do doente; - Nunca abandonar o doente antes que a crise passe; - Nunca dar de beber e comer durante uma crise; - Não puxar a língua para fora porque “anatomicamente, é impossível que a língua se enrole e obstrua a passagem de ar”, afirma Francisco Pinto; - Evitar colocar uma colher na boca do doente porque pode partir-lhe os dentes; - Não colocar os dedos na boca.
In "Tecnet" "Jornal do Centro de Saúde"
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